Sábado, Julho 01, 2006
O asno, o rei e eu
L’âne le roi e moi
Nous serons morts demain
L’âne de faim
Le roi d’ennui
Et moi d’amour
Um doigt de craie
Sur l’ardoise des jours
Trace nos noms
El le vent dans les peupliers
Nous nomme
Âne Roi Homme
Fica assim:
O asno o rei e eu
Estaremos mortos amanhã
O asno de fome
O rei de tédio
E eu de amor
Um dedo de giz
Sobre a lousa dos dias
Escreve nossos nomes
E o vento nos álamos
Nos denuncia
Asno Rei Homem
O resto é baboseira. A última estrofe é a catástrofe:
La vie est une cerise
La mort est un noyau
L’amour um cerisier
A vida é uma cereja
A morte é um caroço
O amor uma cerejeira
Não é impressionante? Tivesse parado lá em cima, havia uma pequenina jóia da poesia popular. Não! Em vez disso, bom francês, foi se meter a filosofar. Deu no que deu: “O amor é uma cerejeira”... Deveria ter feito como Zidane: nem mais nem menos. Só o essencial.

